sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Comentários de Romanos - 1:16 ao 32


     Paulo primeiramente faz uma afirmação categórica e em seguida explica essa afirmação de uma forma teológica. O apostolo informa que não sente vergonha do Evangelho de Cristo pois este evangelho é a manifestação da graça e misericórdia de Deus através do seu infinito poder que salva soberanamente o pecador humano através da fé e o reconcilia com Deus. Este evangelho é o meio pelo qual Deus, revela ao homem como manisfesta sua justiça nas nossas vidas, essa justiça se baseia numa fé continua em Cristo que de fé em fé nos abençoa.

     O apostolo Paulo agora revela os aspectos da ira de Deus sobre o pecador, ele aborda de onde vem essa ira, qual é a causa dessa ira e qual é o resultado dessa ira, ele também exemplifica com a realidade suas afirmações, essa parte do capitulo não aborda a ira de Deus sobre um aspecto eterno mas temporal e terreno. De onde vem a ira de Deus e sobre quem ela recai? A ira de Deus vem de onde e recai sobre todos os homens impiedosos e injusto que detêm a verdade pela injustiça.

     Piedade significa "levar Deus em conta em todos os aspectos da vida, vivendo assim uma vida que  busca glorificar sempre a Deus", logo impiedade é levar uma vida de pecado, governado pela maldade do coração e os desejos da carne, negando à Deus a gloria que lhe é devida como nosso Criador. A justiça como atributo de Deus é a recompensa que Deus dá as escolhas e atitudes de suas criaturas que foram presenteadas com o livre arbítrio, é a forma de Deus mante em perfeita harmonia as coisas e os seres que existem.

     O pecado é uma afronta á justiça de Deus e o justo resultado do pecado contra Deus que é santo é a ira, a ira recai sobre todo aquele que troca o bem pelo mal, que faz o errado, que não pratica a vida piedosa e que infringe  santa Lei de divina. O homem impiedoso e injusto obstrui a verdade de Deus, isto é, sua revelação no mundo em injustiça, esses homens que são todos perdidos, reprimem a verdade de um Deus justo, bom e poderoso com suas transgressões.

     Deus se revelou ao homem, todo homem tem um certo conhecimento do Criador. Essa revelação se deu desde o inicio da terra, através da natureza que proclama a divindade e o poder de Deus aos homens. Mas o homem mesmo tendo conhecimento de Deus escolheram a impiedade e idolatria como estilo de vida, o resultado dessa escolha e a inversão de valores que faz o ser humano achar-se sábio quando está realizando todo tipo de loucura, a primeira loucura é corromper a gloria divina com a idolatria a seres criados e que são inferiores a humanidade, até ai Paulo deixa transparecer a ideia de que  Deus está barrando o pecado de realizar seu trajeto natural levando o homem a sua completa desumanização , mas que como consequência da idolatria Deus retira do homem sua graça comum e entrega os homens totalmente ao governo do mal que vem pelo pecado, o resultado é a desonra do corpo que é a perda da dignidade moral e sexual do homem, isso é o fruto da escolha humana de adorar criaturas menos que eles ao invés de adorar ao Deus criador de todas as coisas.

     A partir de agora Paulo exemplificara todo esse processo com o pecado da homossexualidade, ele deixa claro que os relacionamentos homo afetivos são juízo de Deus decorrente da idolatria, que essas praticas são auto degradantes e absurdas do ponto de vista biológico e logico. A homossexualidade começou entre as mulheres e em seguida os homens aderiram ao desejo sexual por outros homens, Paulo alerta que essas pessoas receberam em seus próprios corpos uma recompensa que convêm ao pecado homossexual, mas o apostolo não revela tal recompensa. A partir daí o homem está entregue a sua própria sorte e governo, nesse ponto há uma corrupção geral e todos os pecados são cometidos naturalmente e sem arrependimentos. Todos esses homens sabem que merecem a morte por esses atos mas continuam praticando e consentido com quem também pratica.

                           
                                                                                      Atos Henrique Fernandes
   


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